domingo, 1 de março de 2015

Rio De Janeiro - 450 anos - Parte 1/2

Foto: Arquivo Blog RCB.
Roberto Carlos dispensa dublês e percorre as muretas do pátio de visitação ao Cristo Redentor.
Olá Súditos Internautas!
Sejam todos bem vindos!

Estamos de volta, hoje, depois da comemoração dos 9 anos do Blog RCB para dar continuidade a esta página, uma pura e simples homenagem ao monarca da música latina. E hoje, 1 de março de 2015, estamos comemorando os 450 anos do Rio de Janeiro. A "cidade maravilhosa", tão cantada, várias vezes, tem sido palco de muitas emoções para milhões de pessoas em vários lugares do mundo. E não tem sido diferente para Roberto Carlos.

Sendo assim, hoje é um ótimo dia para relembrar a importância da cidade do Rio de Janeiro na vida e na carreira de Roberto Carlos, não é mesmo? Que tal viajar conosco até lá? Vamos relembrar, ao longo de uma microssérie de duas matérias, o quanto o Rio de Janeiro está presente na vida de Roberto Carlos. E vice-versa. Vamos pro Rio? Ahaaammm...


"Vim pro Rio de Janeiro, pra voltar e não voltei..."
Em 1 de março de 1565, foi fundada aquela que seria conhecida como Cidade Maravilhosa. Cheia de acidentes geográficos, o Rio faria jus a seu codinome. Em poucos lugares do mundo é possível ver tanta beleza da natureza, esculpida diante de tantos acidentes geográficos. E por ser tão encantadora, acabou marcando a vida de milhões de pessoas.


Roberto Carlos, desde que começou a cantar em rádio, sonhava em ser um grande artista. E ele tinha convicção de que, pra isso, ele precisava mudar-se para o Rio de Janeiro. Foi por isso que, em 1955, aos 14 anos, Roberto deixou sua cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim-ES, para se aventurar no Rio. O Rei relembraria esse dia, anos mais tarde,  na canção "Aquela Casa Simples". Trechos como "Andando pela rua / meu pai bem junto a mim/ olhava com ternura / a lágrima molhar meu paletó de brim..." demonstram o quanto aquela partida foi representativa. (Foto: Arquivo Blog RCB. Roberto Carlos durante as gravações do clipe de "Aquela Casa Simples", para o RC Especial 86).

Na canção "Meu Pequeno Cachoeiro", Roberto também lembraria, enquanto se declarava para sua cidade, que foi pro Rio de Janeiro pra voltar, mas não voltou. Apesar de a composição não ser de Roberto Carlos, mas do também cachoeirense Raul Sampaio, a letra acabou servindo perfeitamente para o Rei. Afinal, ele de fato estaria chegando ao Rio de Janeiro para ficar...

Primeiro, Roberto foi sozinho. Ao chegar ao Rio, aos 14 anos, ele foi pra casa de uma tia, em Niterói. Pouco tempo depois, sua família também decidiu deixar a cidade de Cachoeiro pra trás, e partir em busca de novos ares no Rio de Janeiro. Ali, compraram uma casa na então capital federal, na rua Pelotas, bairro de Lins de Vasconcelos, subúrbio do Rio. Você pode relembrar todas as casas em que Roberto Carlos já morou, em matéria produzida por nosso Blog em dezembro de 2011, clicando aqui.

"Que turma mais maluca, aquela turma da tijuca..."
Durante este período em que morou no subúrbio, Roberto passou a ter contato com uma turma muito especial. Na Tijuca, famoso bairro do Rio, Roberto se aproximou de jovens como Erasmo Esteves (que ainda não era Carlos), Jorge Ben (que ainda não era Jor) e Sebastião Maia (que ainda não era Tim). Ali, alguns dos que seriam os maiores artistas do Brasil, viviam uma vida de adolescente: paqueravam as mulheres, tomavam coca cola, cantavam rocks em inglês, falavam de música e rock'n'roll.

O principal ponto de encontro da turma acontecia na Rua do Matoso, esquina com Haddock Lobo. Devido à sua importância, foi relembrada várias vezes, em música, pelos artistas daquela época. Erasmo Carlos compôs "Turma da Tijuca", com direito a gravação de videoclipe com participação dos personagens originais da turma... "Naquele tempo já existia punk... E Tim Maia nem cantava funk (...) Que turma mais maluca aquela turma da Tijuca", dizia a composição de Roberto e Erasmo lançada pelo tremendão nos anos 80. Confira.

Tim Maia também não ficou atrás, e lançou "Haddock Lobo esquina com Matoso", na letra ele dizia "foi lá que toda a confusão começou... Erasmo, um cara esperto, juntou com Roberto. Fizeram coisas bacanas... São lá da esquina!" De fato, a parceria com Erasmo Carlos também começou a tomar corpo no Rio de Janeiro, naquela época de vacas magras, na Tijuca. A esquina da Haddock Lobo com a Rua do Matoso abrigava o Bar do Divino, onde os jovens sempre se encontravam. E o Bar do Divino está lá, até hoje, com o mesmo nome. James Lima Segundo e Ana Luiza, membros deste blog, inclusive, tiveram o prazer de tomar uma coca cola no Bar Do Divino, nas mesmas mesas em que Roberto Carlos e sua turma começaram toda aquela bagunça. Confira a foto, e o vídeo da música "Haddock Lobo Esquina Com Matoso".

James Lima Segundo, presidente deste blog, na esquina da Rua Haddock Lobo com a Rua do Matoso, curtindo o Bar Do Divino, ponto de encontro dos jovens que marcariam a segunda metade do século XX, na Música do Brasil.
Quando Roberto Carlos começou a carreira profissional, ele cantava na Boate Plaza, também no Rio de Janeiro. Era um típico crooner, que cantava de tudo. Mas no esplendor da Jovem Guarda, ele acabou indo para São Paulo, onde todo o sucesso se desenvolveria. Roberto voltaria ao Rio, agora, apenas periodicamente, para compromissos profissionais. Morar no Rio? Isso só muitos anos depois.

Não vai ser mole me acompanhar...
Como um grande artista que já era, em meados dos anos 60, Roberto Carlos estava sempre na ponte aérea entre Rio e São Paulo. E não era somente em avião comercial. Em 1967, Roberto fez uma verdadeira homenagem ao Rio de Janeiro, no seu primeiro longa metragem, "Roberto Carlos Em Ritmo De Aventura". No filme, Roberto sobrevoa, de helicóptero, um Rio de Janeiro bem diferente do que vemos hoje. Muito mais que diversão, o filme trata-se de um documento histórico do Rio de Janeiro daquela época. Veja o vídeo.
Além do voo, Roberto atravessa um túnel dentro de um helicóptero, em uma cena super ousada para a época. E mais: chega ao ponto de subir até o Cristo Redentor, enquanto foge de bandidos, andando na mureta do Cristo, e subindo até o seu braço. Pra que mais carioca do que isso? A foto que marca a capa desta matéria, inclusive, é desta gravação. Assim como a foto abaixo, em que Roberto Carlos aparece sobre o braço direito do Cristo Redentor.

Foto: Captura do filme "Roberto Carlos Em Ritmo De Aventura". RF Farias

Mas as emoções de Roberto Carlos com o Rio de Janeiro não acabaram por aí... Dos anos 70 em diante, as emoções também foram muito intensas! Mas elas serão o motivo da nossa próxima matéria! Não perca!

Próxima Matéria
Domingo que vem, 8 de março, estaremos de volta, com a segunda parte da microssérie "Rio de Janeiro - 450 anos". As emoções de Roberto Carlos no Rio de Janeiro a partir de 1970. IMPERDÍVEL! Aguardamos você!

2 comentários. Clique aqui para comentar!:

Gabrielle disse...

Parabéns por mais uma matéria linda, rica em detalhes ... Homenageando, simultaneamente, nosso Rei Roberto e a cidade Maravilhosa.
James, como sempre, você arrasa...
Que prazer que eu tenho em ser súdita-internauta deste blog!

Forte abraços à todos!

Anagv Marques disse...

Olá James
È com muita emoção que escrevo este breve comentário. Há Uns 20 dias nos falamos e lhe falei da minha admiração pelo seu trabalho, começado quando você ainda era uma criança de 11 anos, hoje, um lindo blog de uma pessoa muito especial, como Roberto Carlos.
Roberto Carlos é para mim, uma luz, uma paz, um amor enorme que sinto por ele. Tenho grandes traumas em relação ao Roberto Carlos, primeiro porque , embora amá-lo tanto, não o conheço pessoalmente, segundo porque não pude ir a nenhum show seu, por problemas unicamente, financeiro.
Eu amo muito, "esse cara", Roberto me parece tão íntimo, como se eu o conhecesse desde o primeiro dia em que o ví no programa da Jovem Guarda, eu ainda era muito menina e saí escondida de casa para vê-lo e junto com as outras tietes, também dar meus gritos,.
Envergonhada, admito, que tenho muito ciumes, quando o vejo com outras mulheres. Perco o sono pensando nele e dormindo, sonho com ele.
Roberto Carlos, eu o amo muito mesmo.
James, Parabéns pelo seu trabalho.