domingo, 3 de abril de 2011

Análise De Disco - Roberto Carlos 1970

Olá súditos!

O Blog Roberto Carlos Braga traz, hoje, para vocês uma análise do disco de 1970 do nosso Rei, Roberto Carlos. A matéria foi escrita por Pedro Mülbersted, novo membro da equipe deste blog. Hoje é a estreia do rapaz. Na matéria, vamos tentar entender o que se passava com o Roberto naquela época, para entender que idéias estavam na sua cabeça quando ele gravou o disco. Boa leitura!

Roberto Carlos, em 1970, já desfrutava de um enorme prestígio como cantor e compositor, reconhecidamente o maior ídolo da "música jovem" do Brasil. Só que o "Rei da Juventude" estava planejando expandir as fronteiras do seu reino, e o ano mencionado serve como exemplo perfeito dessa expansão.

O Rei estava em uma fase de transição entre a Jovem Guarda e a música Romântica, caracterizado por grande diversidade musical, performances memoráveis, aparições marcantes na televisão, etc. Desde 1968, Roberto já dava sinais dessa mudança: cada vez mais, a Soul Music fazia a cabeça do Rei e marcava presença em sua obra, ao lado do Rock'n'Roll (que nunca chegou a ser totalmente abandonado pelo Roberto, notem) e outros ritmos nacionais ou estrangeiros; suas composições abarcavam uma temática mais adulta, refletindo o que se passava no lado pessoal do cantor. Falando nisso, vale lembrar que, nessa época, ele já era casado e pai de dois filhos (Ana Paula e Roberto Carlos Braga II, o Dudu Braga), com a vida lhe cobrando uma maturidade facilmente detectada em suas músicas.

Roberto Carlos estava totalmente antenado e em sintonia com as novas tendências musicais, mundialmente falando, nesse início de anos 70. Só para termos uma idéia, datam desse período o desenvolvimento do Rock Progressivo, os primeiros passos do Heavy Metal (por aqui chamado de "Rock pauleira", na época), a "redescoberta" do Blues, o boom da música negra através do Soul e do Funk, além, é claro, da continuidade da carreira dos artistas e bandas já existentes. No Brasil tínhamos a MPB e o seu segmento mais experimental, a Tropicália, largamente influenciados pelo contexto político da época. Influência era o que não faltava, e Roberto Carlos soube "traduzí-las" a seu modo, coisa que sempre fez tão bem nesses 50 anos de carreira; entretanto, o mesmo não acontecia com outros cantores da época, que ainda preferiam continuar com o som "Jovem Guarda" do que apostar em novidades. Roberto soube "se atualizar" na hora certa, não "parou no tempo" como muitos colegas seus fizeram. Que pena, por eles!

Um marco na sua carreira, também no ano de 1970, foi a estréia do espetáculo "Roberto Carlos a 200 km por Hora", uma temporada de shows no Canecão que foi sucesso de público e crítica. Os shows foram uma superação total de si mesmo; Roberto provou para o público, para a crítica e para si mesmo o quão versátil ele poderia ser. Reportagens da época exaltam a grandiosidade dos shows, graças ao artista em si, as suas interpretações, enfim, o grande artista que ele era (e ainda é!). Inclusive, da sessão de fotos tiradas em uma noite do espetáculo, foi escolhida a foto que seria a capa do seu álbum daquele ano.

No mais, o contexto político e social do período não era nada fácil: O Brasil passava, simultaneamente, pelos "Anos de Chumbo" da ditadura militar, marcada pela repressão e violência do regime, e pelo "Milagre Econômico", devido ao grande crescimento econômico alcançado pelo país. Haviam artistas ligados á MPB que atacavam a ditadura com suas músicas, tinham um posicionamento político explícito, e inclusive sofreram as consequências disso, sendo exilados; Roberto Carlos, por outro lado, nunca foi disso, e por isso mesmo, era muito criticado cobrado por não ter essa postura, inclusive sendo acusado de ser "alienado" – há quem o chamasse até de "lacaio dos militares". Bobagens. O que esses críticos não percebiam, é que o Rei tinha a sua própria maneira de reagir a esses acontecimentos! Enquanto alguns protestavam e faziam de suas músicas instrumentos de militância, Roberto exaltava o amor, a fé, a paz, a esperança.

"Não sou apenas a favor do movimento hippie: sou um deles" foi o que RC declarou em entrevista para a revista Intervalo, de julho de 1970. Não estamos falando de cabelão e barba comprida, roupa extravagante, não tomar banho e vender incenso, mas, do famoso "paz e amor", da luta por um mundo sem guerras, sem conflitos, lutas... sem ódio; isso era o que Roberto Carlos acreditava da filosofia hippie e o fazia se sentir como um. Em outra ocasião, chegou a declarar: "Quando falo de amor, estou protestando contra todas as coisas que não prestam". É isso! Não lembra aquele ditado "Faça amor, não faça guerra"? Se encaixa aqui, também, a mais sublime forma de amar: a fé, o amor a Deus. São dessa época suas primeiras músicas de temática religiosa, que, notem bem, tem um tom libertário bem forte. Temos, então, um Roberto Carlos incoformado com as calamidades que estavam acontecendo ao redor do mundo, e respondendo a elas de forma bem singular. Protestos sim, não sob a forma de críticas ao que estava errado, mas, como uma apologia ao que é certo.

E é um pouco de tudo isso que os fãs iam levar para casa quando comprassem o novo disco de Roberto Carlos, daquele ano - o décimo da sua carreira. Foi o primeiro disco seu a ser gravado nos Estados Unidos, tendo, à sua disposição, arranjadores, produtores, engenheiros de som e músicos que pudessem oferecer ao Roberto o que ele estava buscando, naquele momento, em se tratando de música. O disco não tem um nome em especial, assim como o seu antecessor, mas com certeza não se trata de "um disco qualquer". São 12 músicas totalizando pouco mais de 40 minutos de audição, onde encontramos músicas românticas, homenagens e mensagens, vestidas de balada, Soul, Funk ou Pop. Enfim, música da melhor qualidade.

Na ala das românticas, temos "Ana", que por sinal abre o disco. Essa música fala, basicamente, de uma grande paixão que, agora, se resume à saudade e a lembrança dos "bons tempos" – o que até contrasta com o clima animado provocado pelo arranjo, além do cativante refrão; trata-se de um belo Soul que se alinha perfeitamente aos ícones internacionais. E, falando em Soul, "Uma Palavra Amiga" é outro belo exemplar do gênero, e também uma prova do talento vocal de nosso Rei. A música começa como uma balada, de forma mais lenta e transpassa um sofrimento exigido pela letra, até desaguar em um forte refrão, cantado com uma agressividade que combina perfeitamente com o inconformismo destes versos. O casamento entre arranjo, interpretação e letra, aqui, fazem desta música um dos pontos altos do disco – sem desmerecer nenhuma das outras canções; falando na letra, é quase um tratado filosófico sobre carência, daquelas bem conhecidas por quem já passou por uma crise conjugal.

Outra música mais ou menos nessa linha é "Preciso lhe Encontrar", cujo tema da letra vai de encontro às duas outras, anteriormente mencionadas; a introdução, ao violão, se desdobra em um arranjo preenchido por cordas e metais, criando um clima denso, traduzindo em notas a emoção da letra, completando-a, inclusive. Até acabar, novamente, ao violão. O contraste entre calmo/agressivo é uma característica dominante nas duas músicas que acabamos de comentar, um elemento muito bem explorado no Soul.

"Minha Senhora" é uma das músicas mais "animadas" do disco, que fala do amor de um rapaz por uma mulher mais velha. Uma composição desse tipo pede uma interpretação mais inocente, ingênua, como uma declaração de amor juvenil, e Roberto consegue alcançar isso perfeitamente; essa música conta também com um bonito solo de gaita, apesar de simples (provavelmente executado pelo próprio Roberto).

As duas canções mais melancólicas do disco, "Pra Você" e "Maior que o meu Amor", são duas lindíssimas canções que falam de amores mal resolvidos; a primeira, trata o tema pelo lado da desilusão, de quem apostou todas as fichas em uma paixão que não deu certo. Já na segunda, o amor é forte, mas o sofrimento acabou falando mais alto, e é melhor ser sensato e deixar os sentimentos de lado. Uma é a antagonista da outra, embora circulem em torno de uma mesma esfera.

"Se eu pudesse voltar no tempo" é uma música mais reflexiva, daquelas que chamam a atenção principalmente quando estamos passando por um momento difícil na vida. Afinal, quem nunca pensou: "Se eu tivesse feito diferente, isso não estaria acontecendo"; ou, quem chega a uma certa idade, olha pra trás e se decepciona consigo mesmo? São essas coisas que Luís Carlos Ismail e Pedro Paulo capturaram ao compor esta música, que recebeu uma interpretação maravilhosa do Roberto – me arrisco a dizer que é outro ponto alto do disco. Tudo nessa música tem uma profundidade impressionante, desde a já comentada letra e seu respectivo tema, até o arranjo – que conta com uma linda passagem de flauta na sua introdução, além do primoroso trabalho das cordas ao longo da trilha. Uma música lindíssima que, infelizmente, não recebeu a devida atenção que merecia.

Um dos maiores sucessos deste disco é "120... 150... 200Km por Hora", uma das melhores baladas que a "dupla dinâmica" Roberto & Erasmo fizeram e o Rei gravou, e outro ponto alto do disco. Embora já fosse conhecida dos fãs, através do filme "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa" (na qual uma versão "semi-instrumental" e até mesmo o refrão dela foram usados em algumas das cenas), nesse disco ela volta a brilhar, agora com força total. Uma das músicas mais lindas não só do disco, mas de toda a carreira de Roberto Carlos, que é um apelo, um desabafo, quase uma confissão: o personagem da música parece ter passado por uma briga "daquelas", que passam de uma simples "DR" [Discussão Da Relação], a ponto de sair de porta a fora, pegar o carro e cair na estrada. Pode ser "viagem" minha, mas a impressão que me passa é que o sujeito cogitava suicídio ("Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum", "Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar"), mas, por fim, desiste da idéia, se convence que é melhor seguir em frente ("Vou parar de pensar em você pra prestar atenção da estrada"). É uma fuga, na verdade, uma maneira de extravasar as emoções que tanto perturbam nós, seres viventes.

Falando em fuga, "O Astronauta" é uma legítima canção de protesto, um hino de descontentamento com a situação política – não só do Brasil, do mundo todo – e de descrença no ser humano, sobretudo aqueles de terno e gravata. Tudo isso, na música, é enfatizado por um arranjo dramático, que também completa a letra no sentido de transmitir o sentimento desejado; é uma canção tão profunda, com vários acontecimentos convergindo em um único ponto, que supera qualquer canção de protesto da época, que fosse sucesso na voz de algum ícone da MPB. Notemos que ela contesta a ordem e a política vigente, mas também tem um forte apelo pacifista: "prefiro ficar longe de tudo isso do que me incomodar". Onde estavam os críticos que taxavam RC de alienado, quando ele cantou essa canção? Boa pergunta. Mas, independente da resposta, estamos diante de um raro momento em que Roberto Carlos expõe todas as suas frustrações sociais, o que fez, por sinal, maravilhosamente bem.

O disco também conta com duas homenagens. "Vista a Roupa Meu Bem" é uma homenagem aos cantores da "Era de Ouro do Rádio", e traz todo o estilo característico desse período da música popular do Brasil. A boemia do personagem da letra, a voz que o Roberto usou para cantar e o modo com que o fez, o arranjo (com metais marcando forte presença e fazendo um trabalho primoroso), enfim, tudo isso traz uma sensação de nostalgia àqueles que viveram o período apontado – e, também, dá uma idéia do que nosso ídolo ouvia, quando mais jovem. A outra é "Meu Pequeno Cachoeiro", composição de Raul Sampaio, foi gravada pelo Rei como forma de homenagear sua terra natal, Cachoeiro do Itapemirim. Notemos que, depois do trecho declamado, a voz do Roberto está um pouco embargada, e não a toa, visto a sensibilidade do Rei ao cantar as coisas da sua terra; e ele consegue passar isso para o ouvinte! Afinal de contas, quem nunca teve saudade do lugar onde nasceu?

É neste disco que temos, também, a primeira das muitas canções religiosas que Roberto Carlos viria a compor e gravar, ao longo de sua carreira: Jesus Cristo, canção que já tomou seu lugar cativo nos encerramentos dos seus shows. Esta é, sem sombra de dúvida, a melhor música deste disco, em minha opinião. Com um refrão marcante e uma letra maravilhosa, hoje é um clássico consagrado não só do repertório "real", mas também das canções religiosas brasileiras. O que surpreende nessa canção é a forma singela como a fé é aqui tratada, Roberto Carlos nos canta sobre um Jesus que está presente na vida das pessoas, que dá esperança, que ajuda, que dá força pra enfrentar os "grilos" da vida... e outras palavras, é o amor de Cristo por nós. A inspiração para compô-la veio enquanto o Roberto estava em um hotel em Cascavel (PR), cujo quarto em que se hospedou ficava bem de frente a uma praça; na sacada, admirando a linda paisagem de um pôr-do-sol, nuvens no céu e uma multidão presente na praça, surgiram os primeiros versos da música, que só seria concluída meses depois deste ocorrido. Interessante notar que, na época do seu lançamento, ela causou uma polêmica e tanto! É que, diferente de hoje, em que temos vários cantores evangélicos e padres gravando músicas de louvor, nos anos 70, esse tipo de som não saía das igrejas, fossem elas católicas, protestantes ou evangélicas. Roberto Carlos inovou e, mais uma vez, surpreendeu o público e a crítica lançando um hit popular com uma levada Funk (confessadamente inspirada em James Brown) falando de Jesus Cristo! As reações foram as mais diversas, nem sempre amistosas; setores mais conservadores da sociedade achavam uma falta de respeito, como se estivesse profanando o Santo nome de Cristo ao abordá-lo assim, em uma música; teve deputado que queria até que prendessem o Roberto, pela "ofensa" que a música representava. O fato é que era uma novidade um tanto quanto ousada para a sociedade brasileira da época, mas, hoje sabemos no que deu tudo isso!

Como podemos notar, todas as música deste disco tem alguma relação entre si, mesmo que remota. É o perfeito retrato de tudo que se passa na cabeça de um homem, de alguém que sofre por amor, que sente saudade, que tem momentos de carência, que pensa na sua vida, que está preocupado com a situação do seu país e do mundo todo, de quem tem filho para criar e casa para sustentar, etc. Por isso Roberto Carlos consegue, sempre falar a todos, sem distinção.

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Próxima Matéria
Domingo que vem, James está de volta, com uma surpresa bem interessante! Não podemos dar mais informações... Só que fortes emoções virão! Você não pode perder!


Músicas do Rei vão virar pratos de restaurantes
Fonte: Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES

Foto: Praça Jerônimo Monteiro

Restaurantes e pizzarias de Cachoeiro de Itapemirim vão batizar seus pratos com nomes de canções do cantor Roberto Carlos, entre os dias 15 e 19 deste mês. Os estabelecimentos vão participar do giro gastronômico que integra a programação da Semana do Rei, preparada pela prefeitura para comemorar os 70 anos do artista cachoeirense que serão completados no dia 19.

“Emoções”, “Detalhes”, “Proposta”, “Meu Pequeno Cachoeiro”, “Outra vez” e “Além do Horizonte” são alguns dos nomes de músicas já escolhidos pelos restaurantes. Treze estabelecimentos aderiram ao circuito gastronômico, criado pela Subsecretaria de Turismo da prefeitura. O objetivo do projeto é mobilizar os restaurantes para que ofereçam um diferencial aos turistas e fãs do Rei que vêm à cidade nesse período do ano.

“Os restaurantes podem inventar pratos especiais e até oferecer mais atrativos aos clientes, como música ao vivo. Vamos distribuir para eles cartazes, placas e também aventais para garçons com o tema da Semana do Rei. O circuito será um atrativo turístico e vai ser importante para fortalecer a cadeia de restaurantes da cidade”, explica a subsecretária de turismo, Joana Fabre.

Os donos dos estabelecimentos participaram de uma reunião, na última semana, para acertar detalhes do circuito. “Apresentamos o projeto aos proprietários, ouvimos suas considerações e trocamos ideias. Deixamos clara, também, a nossa intenção de envolvê-los em eventos similares que podemos promover futuramente”, disse a subsecretária.

Além do giro gastronômico, fazem parte da Semana do Rei shows gratuitos na praça Jerônimo Monteiro e na Casa de Cultura Roberto Carlos, onde o cantor nasceu e morou durante a infância.

Restaurantes que vão participar do giro gastronômico da Semana do Rei

Afrodisíaca Alimentos
Avenida Francisco Mardegan, nº 17, 2º andar – Aeroporto
Telefone: 3517-8620

Sítio Moitão
Localidade de Moitãozinho, na rodovia Cachoeiro x Atílio Vivácqua
Telefone: 3522-4799

Taalbek
Rua Siqueira Lima, 11 – Centro
Avenida Francisco Lacerda de Aguiar, no Shopping Sul – Gilberto Machado
Telefone: 3521-6282

Dom Tonico
Rua Braz Antonio Lofego, 14 - Gilberto Machado
Telefone: 3522-4644

Mourad´s
Praça Jerônimo Monteiro – Centro
Telefone: 3522-9823

Cia. das Massas
Rua Maurílio Coelho, 78 – Ilha da Luz
Telefone: 3522-9515

Aloisio’s
Rodovia Mauro Miranda Madureira, s/n – Coramara
Telefone: 3521-4153

Muniz
Rua Mauro Miranda Madureira, s/n, Lj 16 – Coramara
Telefone: 3517-7464

Pizzaria Kiko´s
Avenida Beira Rio, s/n – Guandu
Telefone: (28) 3511-8290 (28) 3511-8290

Kioto
Rua Sisypho Sardenberg, 13 – São Luiz Gonzaga
Telefone: (28) 33158- 1281

Sabore
Rua 25 de março, no Shopping Cachoeiro – Centro
Telefone: 3511-1865

Bon Apetit
Rua 25 de março, no Shopping Cachoeiro – Centro
Telefone: 3521-7298

Emoções em Hebraico
Fonte: Isto É

Roberto Carlos incluiu uma canção em hebraico no repertório de seu show em Jerusalém, em 7 de setembro no Sultan’s Pool.

O Rei canta ainda em inglês, espanhol e italiano, praxe nas apresentações in ter nacionais. Mas 50% do show será em português. Metade dos seis mil
espectadores é brasileira.

Para o show de 19 de abril, em Vitória (ES), na data de aniversário de Roberto, nada de emoções estrangeiras. Ele festeja 70 anos com seus clássicos e depois brinda com champanhe ao lado da família e dos amigos num hotel da cidade.

Casa do Rei pode receber fotos raras de filmes do cantor
Fonte: Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim - ES

Roberto Faria e o prefeito de Cachoeiro,Carlos Casteglione.

A Casa de Cultura Roberto Carlos, de Cachoeiro de Itapemirim, pode ter seu acervo enriquecido com imagens raras de um período importante da carreira do Rei. O cineasta Roberto Faria manifestou nesta quinta-feira (7) o desejo de doar ao espaço cultural um acervo de fotos digitais dos bastidores dos três filmes que o cantor protagonizou sob sua direção, nos anos 60 e 70, no auge da Jovem Guarda.

O diretor expressou a vontade de fazer a doação durante uma palestra ministrada por ele em Cachoeiro, no Centro Operário e de Proteção Mútua. O evento contou com a presença do prefeito Carlos Casteglione e da secretária municipal de Cultura, Cristiane Paris.

As imagens dos filmes Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (1970) e Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971) seriam exibidas para os visitantes da casa em um grande televisor.

“Ficamos muito honrados e felizes com o fato de Roberto Faria ter manifestado a vontade de praticar esse gesto tão generoso. Agora, vamos aguardar que o cineasta formalize a doação das imagens, para que possamos fazer a compra dos aparelhos necessários à exibição”, comemora a secretária Cristiane Paris.

A boa notícia é dada a uma semana do início das comemorações dos 70 anos de Roberto Carlos em Cachoeiro. Da próxima sexta-feira (15) até terça-feira (19), dia do aniversário do cantor, será realizada a Semana do Rei, com shows gratuitos, giro gastronômico em homenagem ao Rei e visitas a casa onde ele nasceu e morou na infância. As atividades são organizadas pela prefeitura.

Roberto Carlos ganha mais um Troféu Imprensa de melhor cantor
Roberto Carlos ganhou, pela 23ª vez, o Troféu Imprensa, como melhor cantor de 2010.

Trata-se de um prêmio muito importante, ao qual Roberto sempre deu muita importância. A primeira vez que o Rei ganhou aconteceu no ano de 1970. De lá pra cá, muitos outros troféus foram ganhados pelo Rei.

Na foto, RC recebe de Silvio Santos os Troféus Imprensa de 93,94 e 95. Foto do Arquivo BlogRCB

6 comentários. Clique aqui para comentar!:

Armindo Guimarães disse...

Excelente matéria.
Parabéns ao Pedro e ao RCB.
Abraços robertocarlisticos

Carla disse...

Parabéns pela matéria...

É muito legal saber que a música Jesus Cristo "começou" em Cascavel, cidade onde estou morando...
:)

Anônimo disse...

ei james o niver do Rei tá chegando ai, vamos comemorar onde?beijos

Wilma disse...

Parabéns! amei a reportagem arespeito do disco dos anos 70. MARAVILHOSA!.....
Abraço

Wilma Reis..

NEISE MATTOS disse...

A MUSICA QUE MARCOU MINHA VIDA FOI OLGA EU ESTAVA CONCEBENDO MEU FILHO TINHA APENAS 15 ANOS E JÁ ERA FAN DO MEU QUERIDO REI RCARLOS EU ME CONSIDERO UMA DAS FÃNS N 01,GOSTARIA MUITO ANTES DE TUDO ABRAÇAR O MEU REI POIS MEU FILHO NÃO ESTÁ MAIS PRESENTEO NOME DELE SERIA ROBERTO CARLOS COMO NAQUELA ÉPOCA EU NÃO TINHA VONTADE PROPRIA COLOCARAM O NOME DELE ANTONIO CARLOS PELO MENOS O SEGUNDO NOME FOI CARLOS.POR FAVOR MOSTRE ESSA CARTINHA AO MEU REI GOSTARIA MUITO DE PODER ABRAÇA-LO.BJUS PARA TODOS OS FANS DO REI.

Vera Lúcia disse...

Oi Pedro, que bom sua "Análise de Disco - RC 70", assim nós fãs ficamos mais inteirados de como tudo "começou". Adorei. PARABÉNS!!!
Um grande abraço e continue assim, muito legal, tá?