sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo ♫

Esta matéria contém:
• Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo ♫
• Sinopse: A Simplicidade De Um Rei (Beija Flor de Nilópolis).
• Show Ribeirão Preto-SP.



Olá súditos !

Hoje cá estamos, depois da cobertura do show de Roberto Carlos em Porto Alegre-RS, para dar continuidade a este blog. E a matéria de hoje foi inteiramente dedicada a apenas uma canção: Sua Estupidez.

Uma das canções mais emblemáticas do repertório de Roberto Carlos, Sua Estupidez foi gravada, originalmente, em 1969, pelo nosso cantor. Com poucos instrumentos, a canção era levada pela voz.

Composição de Erasmo e Roberto Carlos, você lê a letra a seguir, e ouve a gravação original, clicando no Play. (Direitos: Erasmo e Roberto Carlos / Sony BMG / EMI)

Sua estupidez
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

Meu bem, meu bem
Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Não dê ouvidos à maldade alheia e creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Meu bem, meu bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha, e eu sei porque,
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Pra quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem, meu bem, meu bem, eu te amo

Meu bem, meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Pra quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez
Meu bem, meu bem, meu bem, eu te amo

Meu bem, meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Que eu te amo
Que eu te amo
Que eu te amo
Sem dúvidas, uma das letras mais fortes da discografia de nosso cantor, que pode ser interpretada de muitas formas. A interpretação mais coerente traz um Roberto Carlos apaixonado. Entretanto, a moça por quem ele está apaixonado não acredita neste amor. Uns dizem tratar-se de Cleonice Rossi, a Nice, primeira esposa do Rei, que era muito ciumenta, e que estava casada com ele na época. (Foto: Roberto Carlos em 1969. Revista Intervalo 347)

Uma outra interpretação traz um Roberto Carlos triste, que está prestes a acabar um romance que não deu certo, pois a moça não o quis como amor, por não imaginar o quanto ele a ama. Ela crê que ele não a ama tanto assim. Se ela soubesse o tamanho desse amor, talvez não fosse ficar sozinha.

(Se alguém tiver mais alguma interpretação diferente dessa letra, peço que comente postando, para que possamos enriquecer essa pauta).

Sua Estupidez foi regravada por vários artistas, desde 1969. Tânia Mara, Paulo Miklos, Daniela Mercury (em dueto com Vânia Abreu), Alcione (inclusive no show Elas Cantam Roberto Carlos) e Gal Costa.

Esta última, a gravação mais conhecida da música, depois da de Roberto. Gal, inclusive, quando convidada para o Roberto Carlos Especial de 1997, cantou essa canção ao lado do Rei do Brasil. O vídeo foi resgatado, e está no DVD Duetos, lançado por Roberto Carlos em 2006. (Foto: Roberto Carlos em 1969. Alexander Koester)

Mas uma das versões mais bonitas dessa música foi feita, de surpresa, no Roberto Carlos Especial 1995. De surpresa porque, no show vigente, na época, Luz, Roberto não cantava a canção. No show posterior, que seria inaugurado cerca de 6 meses depois, Amor, a música também não foi incluída (apenas na primeira fase, em pouquíssimos shows). Foi, realmente, uma surpresa a inclusão dessa canção no especial, ainda mais da forma que foi apresentada: Voz e violão.

O Blog Roberto Carlos Braga disponibilizou o vídeo deste momento, que você pode assistir, clicando no Play. (Direitos reservados: Erasmo e Roberto Carlos / Rede Globo / EMI)


Pois bem, súditos, esperamos que tenham gostado de recordar a canção Sua Estupidez.

Próxima Matéria
Próxima sexta-feira estaremos de volta, com uma nova minissérie: As Canções Que Você Cantou Pra Mim, que tratará de músicas cantadas por Roberto Carlos, que não existem versões correspondentes em português, mas apenas em idiomas estrangeiros. Será uma matéria para cada idioma. Já na próxima matéria, as canções em espanhol que só existem em espanhol!

Sinopse: A Simplicidade De Um Rei (Beija Flor de Nilópolis)

Me leva meu sonho em viagem, por uma estrada colorida, onde o tempo pede passagem e carrega, em sua bagagem, as lembranças que eu trago da vida.

E lá vou eu, bem longe, além do horizonte, vivendo esse momento lindo, a reconstruir meu castelo de sonhos entre emoções, como quem chora sorrindo.

Olha dentro dos meus olhos e vê quanta lembrança que na distância do tempo guardei. Ah! Como o tempo passa, é como se o trem que me trouxe, voltasse e dissipasse a fumaça, e eu então retornasse pras coisas que eu deixei.

Meu pequeno Cachoeiro, essas terras entre as serras, doce terra onde eu nasci, te confesso, você é a saudade que eu gosto de ter, e que mora pra sempre em mim; é como sentir você bem perto, é como estar desperto pra ver tudo igual como era antes, que nada se modificou, e ouvir de novo as águas cantantes do meu Itapemirim.

E é assim que o pensamento voa, vagueia assim, à toa, e até parece que eu voltei... Voltei a ser criança, a ser “Zunga” outra vez. Ah! Sentimento bem vindo... Vejo o meu cachorro me sorrir latindo, estou em frente ao portão, eu voltei, pra viver o sonho mais bonito que um dia alguém já sonhou, e sentir que o sol que atravessa essa estrada jamais se apagou.

Me vejo menino, correndo aos braços de minha mãe, pro seu abraço, e no carinho e afago, me envolver num laço, e adormecer, como sempre eu fazia. Olhar meu pai, e seus cabelos brancos, seu rosto marcado, a disfarçar o cansaço com um sorriso franco das verdades da vida e ouvir as suas histórias, lições que me fizeram crescer e, do jeito simples a esconder as dificuldades, tentando encher minha vida de fantasia ao enfeitar as coisas que eu via.

Ah! Quem dera... Poder fazer desse tempo, uma eterna primavera, desabrochar em flor pra sempre, o flamboyant no meu quintal, e deitar à sua sombra, e sentir aquela brisa mansa, que sopra enquanto lança o perfume do laranjal.

Vai e vem na minha mente, esse vento do tempo, e traz as ondas do rádio que um dia me embalaram ao som de tangos e boleros, velhos tempos... Belos dias...Onde o meu sonho crescia nas cordas de um violão. Hoje relembro e refaço aquela despedida, nas lágrimas soltas na estação, a partir na promessa de uma volta, como todos que um dia se vão e assim, na lembrança, colar os cacos do meu coração, me redimir e repartir essa dor e a saudade, nos versos de uma canção.

Assim, como naquele dia, eu me vejo, com aqueles olhos tristes, porém cheios de esperança, buscando encontrar a sorte, todas as coisas que um dia eu sonhei pra mim, e me deixo levar em ritmo de aventura, nas batidas do meu coração, igual a quando aqui cheguei, nesse Rio de Janeiro, no seu abraço aberto, hospitaleiro, na transviada inquietude daquela louca juventude, que andava na contra-mão.

Até parece que foi ontem... Aquelas tardes de domingo, de guitarras eletrizantes, que ecoavam como o ronco barulhento dos carangos, incendiando a multidão; era um ritmo alucinante e quente, o rock’n roll envolvente, uma brasa a aquecer meu coração... E eu que sempre fui tão inconstante, te juro, bicho, me rendi àquela paixão...

E não adianta nem tentar esquecer, o que durante muito tempo em minha vida passou a viver... Eu me lembro com detalhes, a velha calça desbotada, a jaqueta encouraçada e a brilhantina no cabelo. Meu mundo girava no vinil da vitrola, vivia voando no meu carro, à 120 por hora, a velocidade andava junto a mim, e sem saber quando, nem pra onde, me levava ao espaço, como “Sputnik” pelo ar.

Nas curvas e esquinas da vida, encontrei amigos, parceiros da mesma viagem, e seguimos juntos a mesma estrada, como bons companheiros, amigos de fé, irmãos camaradas, que eu não esqueço jamais. Aquele era o meu momento, nascia um novo tempo, agitando o mundo ao som do Iê Iê Iê, e com ele, um movimento: a Jovem Guarda, que assim, como do nada, me coroou o seu rei.
E eu então, me perguntava:
-Que rei sou eu?

Que rei que nada;.. Eu sou terrível! Um lobo mau, um negro gato de arrepiar, talvez um gênio... Nem pensar! Basta ver os erros do meu português ruim...

Avancei sinais, vivi em festas de arromba e, pra conquistar garotas, dispensei meu cadilac, me rendi a um calhambeque, fui o bom no Splish Splash dos beijos roubados no cinema, de garotas papo firme, namoradinhas dos amigos e dos brotos no portão... Foi quando me lembrei do passado, do romântico apaixonado que eu era, do meu velho violão, e da simplicidade de dizer ‘Eu Te Amo’ com a voz do coração.

Assim então, assumi meu reinado e proclamei, como um brado a esquecer a tristeza e ter a certeza de que a felicidade um dia vem, que daqui pra frente, tudo vai ser diferente, e que eu quero que vá tudo... Tudo pra quem ama com ternura, tudo, pra tudo que se quer bem.

Eh!... Esse mundo dá voltas... E, numa delas, lá ia eu e meu sonho viver, era uma força estranha, uma voz tamanha que me levava a cantar, a atravessar fronteiras, a romper barreiras, ‘parlando’ italiano a ‘Canzone Per Te’; e foi assim, de mansinho, que San Remo todinho, viu e ouviu o amor vencer.

Senti então, que esse amor fala uma só linguagem, e faz o sonho acontecer... E assim contei histórias de romances, de amadas e amantes, o amor infinito, puro, sem medida, incontido; sentimento sem dia, sem hora ou lugar pra nascer, o que não sai de moda, é moderno, mesmo que seja à moda antiga, é eterno, um constante amanhecer.

E assim afaguei em meus versos, mil mulheres, enxergando a beleza de todas as formas e proporções, foram tantas, foram todas, tantas rimas, em tantas canções.

Desvendei caminhos, procurei atalhos, como a abelha necessita de uma flor e na sede de amor, bebi das paixões desenfreadas, por metáforas descrevi o côncavo e convexo, o sexo como cavalgada. Me vi em desalinho, a fazer ninho nos lençóis macios, a deixar marcas sem me importar com a desordem de tanto amar, entre os botões que se desatam e se abrem em braços que se abraçam e se enlaçam no céu do êxtase, mudando estrelas de lugar.

E então, desse infinito universo de prazer, me abastecendo de brasilidade, viajei na verdade da vida do meu povo, de cada palmo desse chão; no dia-a-dia da cidade, na lida pra ganhar o pão.

Fiz da canção a passageira no táxi das nossas ruas; no campo foi ela a companheira, tangendo em moda de viola, nas veredas desse sertão, e fui presente na saudade que roda e rola no coração disparado, no pára-choque estampado, todo dia nessa estrada, a contar horas de ansiedade na boleia de um caminhão.

Fiz da minha voz, um grito de alerta à consciência dos seres humanos a zelar pela natureza, e usei a poesia em defesa do céu, da Terra e do mar; fiz chegar àqueles que estão surdos, a mensagem, que o progresso, às vezes absurdo, tantos males nos traz, e que é preciso saber viver, que a razão precisa entender enquanto há tempo e passar a seguir o exemplo: ser civilizado como os animais.

É meu irmão, nessa vida são idas e vindas que me levam na brisa do vento, no fluxo das marés em movimento, a algum lugar bonito e tranqüilo pra gente se amar, pois de que vale o paraíso sem amor?... E continua a viagem e mergulho livre num oceano de desejos, a singrar ondas de emoções, a flutuar num mar de rosas, como navegante dos sentimentos, comandante de tantos corações.

E por fim, essa fé que me faz otimista demais, me fez subir a montanha, a dispor do alto, minha voz à voz de Deus, a fazer do meu cantar, uma oração para a humanidade, a descobrir no verbo, a sua essência e sua verdade, a tornar-me um instrumento mensageiro de paz e de boa vontade.

Não, eu não sou rei... Mas acho que me tornei amigo do Rei, o Rei dos reis, esse ser de luz, a claridade que faz com a sua simplicidade, a força que me conduz.

São tantas emoções já vividas, detalhes de uma vida, histórias que eu contei aqui. E se hoje você me faz seu enredo, é talvez, a maior das emoções dessa minha vida, a qual, com palavras, não sei dizer, mas quero sim, abrir meus braços num abraço e em suas asas, Beija-Flor, me entregar e agradecer, e assim poder definir com singeleza, como é grande o meu amor por você!

E se não há nada pra comparar, deixa o seu samba explicar, esse puro sentimento, que só o coração pode falar. Agora eu sei o que é ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...

Canta Beija-Flor! Pois seu canto acenderá ainda mais essa chama, essa aura azul e branca que te encanta, que te dá força, fé e esperança, que ilumina o sorriso de suas crianças, anjos de guarda da sua herança, essa luz que cobre como um manto essas “nossas senhoras”, Marias, mães baianas do samba.

Que os céus as abençoem, e que derramem por todo o seu povo essa luz que do amor emana e inflama o mundo através da nação nilopolitana, uma luz divina e que assim se traduz:

Uma luz que nos une e se funde numa só luz, que nos traz a simplicidade e a paz do verdadeiro Rei, a paz do Nosso Rei Jesus.
Disponível em: robertocarlos.com, eduardolages.blogspot.com


Show em Ribeirão Preto-SP
Blog RCB - 20/06/2010 - 18:14

O cantor Roberto Carlos fez, ontem, um show comemorativo pelos 154 anos da cidade de Ribeirão Preto-SP. O concerto durou 1h e 40 minutos, e teve leves mudanças no repertório, como a inclusão de "Cama E Mesa", "O Côncavo e o Convexo", e "Desabafo".

Logo depois de cantar" Emoções", Roberto Carlos sempre saúda o público. Dessa vez, não foi diferente: “Que momento lindo estar aqui em Ribeirão Preto no Botafogo lotado por vocês. Essa cidade é maravilhosa, é especial. Eu gostaria de dizer tantas coisas, mas acho que a melhor forma de me expressar para agradecer vocês pelo carinho eu vou fazer cantando”.

“Eu fiz essa canção há muitos anos e sempre a cantei com muita alegria. Hoje não canto com a mesma alegria, mas sim para aquela que é o que de mais precioso eu tive na minha vida”, disse o Rei antes de cantar Lady Laura, uma das mais aplaudidas da noite.

30 mil pessoas estiveram presentes ao show, e vibravam a cada gesto de Roberto Carlos. Principalmente quando ele falou sobre as canções sensuais do seu repertório. “Eu sempre escrevi canções de amor. Mas um dia eu pensei: eu escrevo tudo o que eu penso ou o que eu posso dizer? E certas coisas no amor não há como deixar de falar. Coisas como a sensualidade, o sexo precisam ser ditas. Então eu comecei a arriscar. Mas eu pensava: será que eu vou ser criticado? Então eu disse ‘eu te proponho’”, iniciando a sequência sensual, com Proposta.

A surpresa da noite veio em seguida, com a inclusão de uma canção que, desde que foi lançada, não havia sido cantada ao vivo. “O primeiro passo é sempre difícil na vida da gente. Mas pensei comigo...já dei o primeiro passo e ninguém me criticou. Ao contrário, eu fui até aplaudido (se referindo a interpretação de “Proposta”) e assim eu fiquei à vontade para “O Côncavo E O Convexo”. Isso mesmo! Roberto Carlos cantou "O Côncavo E O Convexo", em Ribeirão Preto-SP.

Roberto Carlos deixou o palco ao som de “Verde e Amarelo” sobre uma enorme queima de fogos que cobriu o céu de Ribeirão Preto na noite de 19 de junho de 2010, marcada na história daquelas 30 mil pessoas.

Com informações de eptv.com

FOTOS: Thaisa Figueiredo








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5 comentários. Clique aqui para comentar!:

beatriz disse...

"Sua Estupidez" e' uma das minhas favoritas e com certeza uma das mais lindas concoes de Roberto.

Anônimo disse...

SUA ESTUPIDEZ...DIOS QUE LETRA TAN FUERTE...Y QUE MENSAJE...SINO TE HACE CLIK LA CABEZA DESPUES DE LEER ESTO...TE QUEDAS PEOR QUE IGLESIA DE PUEBLO ABANDONADO...SIN CURA...UN ABRAZO ROBERTO QUERIDO Y EQUIPO DEL BLOG Y MUCHAS GRACIAS.PD...SI A VECES NO PODEMOS VER TODO EL AMOR DE QUIEN LO ESTA CON SU CORAZON SIN FRONTERAS...NI DISTANCIA...BESOSSSSS.

MABEL disse...

que cancion belliiiiisima y cuanto que me hizo reflexionar, que mas puedo decirles...MUCHAS GRACIAS.

Anônimo disse...

Ô de casa Roberto, sou eu Geraldo Anízio de Caicó, a música ¨sua estupidez¨ é uma das mais bem trabalhadas composições do seu cancioneiro.Procuro estudar suas letras, como elas são escritas e os temas por você abordados em seus álbuns.
Com estima
Geraldo Anízio

Socorro Rodrigues disse...

James,

Parabéns pelo seu trabalho nesse blog, onde sempre temos notícias do nosso grande rei. Vi a matéria que saiu na folha de São Paulo com você o que mostra seu amor pelo Roberto, já que foi à São Paulo apenas para a exposição.

Muito Sucesso!!!!!!!!


Socorro Rodrigues